Meios digitais, web, redes sociais e crianças de 3 a 5 anos de idade: as suas práticas, o papel dos irmãos e percepções dos pais

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Meios digitais, web, redes sociais e crianças de 3 a 5 anos de idade: as suas práticas, o papel dos irmãos e percepções dos pais

CIED – Uminho
Rita Brito ([email protected])
Altina Ramos ([email protected])


Resumo: Este estudo tem o intuito de (i) perceber que utilizações fazem crianças de 3 a 5 anos de idade com os meios digitais, (ii) verificar se os pais destas crianças têm conhecimentos de utilização segura destes dispositivos e que mediação realizam aos seus filhos e (iii) que influência poderão ter os irmãos mais velhos nas utilizações das crianças pequenas destes dispositivos. Este estudo é de natureza qualitativa, onde iremos recorrer à grounded theory. Serão realizadas entrevistas a crianças de 3 a 5 anos de idade e aos seus irmãos mais velhos. Aos pais será distribuído um questionário e com eles serão realizados focus group. Esperamos conhecer as atividades que as crianças realizam nos meios digitais e no acesso à web, assim como verificar a influência que os irmãos mais velhos terão nessa utilização, e qual a sua mediação. Pretendemos também conhecer a opinião dos seus pais sobre a utilização de meios digitais com acesso à web pelos seus filhos, que mediação realizam às crianças e quais os seus conhecimentos relativamente à utilização segura da web.

Palavras-chave: meios digitais, crianças, pais, irmãos.

Abstract: The goal of this research is to understand: (i) how children between 3 and 5 years of age interact with digital media and what are they using it for, (ii) what influence older siblings have on a child's behaviour when using such devices, (iii) if parents are aware of their child's ability in interacting with digital media and if they can guarantee such devices are being used safely. This research is based on a quantitive approach and will use the grounded theory methodology. Children between 3 to 5 years old and their older brothers and sisters will be interviewed. Parents will be asked to answer a questionnaire and participate in a focus group meeting. Our goal is to detail the activities children pursue on digital media and accessing the web; and what influence older siblings might have on them.
We are also looking to understand what opinion parents have on their children using digital media and accessing the web, and if they are aware if such devices are used safely.

Keywords: digital media, children, parents, siblings.

1. Introdução/contextualização
Devido aos rápidos desenvolvimentos das tecnologias, as crianças de hoje crescem com a tecnologia, vivendo num mundo imerso nestas e utilizando-as na sua vida diária (Hague & Payton, 2010; Plowman, Stevenson, Stephen, & McPake, 2012). Se escutarmos com atenção os diálogos de crianças de 3, 4 e 5 anos de idade damos conta de palavras como computador, Internet, email, iPad, rato, telemóvel, Facebook ou Youtube, o que sugere que as crianças de hoje têm acesso a meios digitais e os utilizam.
Embora a investigação relativa a este tema tenha vindo a crescer nas últimas décadas, nomeadamente com crianças a partir dos 9 anos de idade, estudos com crianças dos 3 aos 5 anos são ainda reduzidos (Given et al., 2014; Mawson, 2013).
Posto isto, pretendemos, neste estudo, (i) conhecer que atividades as crianças dos 3 aos 6 anos de idade realizam nos meios digitais com acesso à web; (ii) verificar o papel dos seus irmãos mais velhos relativamente à influência nestas utilizações, nomeadamente no que concerne às redes sociais, e que mediação fazem aos seus irmãos mais novos; (iii) conhecer a opinião dos pais sobre a utilização de meios digitais com acesso à web pelos seus filhos, quais os seus conhecimentos sobre a utilização segura dos dispositivos, que mediação fazem aos filhos mais novos nesta utilização, e como os influenciam nas atividades nos dispositivos, nomeadamente no que concerne às redes sociais.
De seguida apresentaremos o quadro conceptual que sustenta este trabalho, assim como a metodologia que irá ser utilizada e as técnicas de recolha de dados.

2. Quadro teórico-conceptual/estado da arte
O aumento do acesso das crianças a meios digitais fez com que o acesso à web aumentasse, principalmente nos últimos 5 a 6 anos.
Estudos recentes referentes a países europeus indicam que as crianças continuam a aceder à web cada vez mais cedo. Na Suécia, em 2011, metade das crianças de 3 anos de idade acedia à web e em 2013 a idade das crianças diminuiu, sendo que metade das crianças de 2 anos acede à web (Findahl, 2013). No Reino Unido são 33% as crianças de 3 e 4 anos que acedem à web num desktop ou portátil, 6% acedem à web num tablet e 3% num telemóvel (Ofcom, 2012). Na Finlândia 50% de crianças de 4 e 5 anos de idade acedem à web ocasionalmente, tornando-se este uso mais comum aos 6 anos (Kupiainen, Suoninen & Nikunen, 2011). Na Noruega 58% de crianças dos 0 aos 6 anos utilizam a web (Guðmundsdóttir & Hardersen, 2012). Na Bélgica 70% de crianças em idade pré-escolar acedem à web, normalmente desde os 3 e 4 anos em diante, e a maioria acede várias vezes por mês (Tuewen, De Groff & Zaman, 2012, p.1). Na Holanda 78% de crianças de 1 a 6 anos de idade já acederam à web, assim como 5% de bebés com menos de 1 ano de idade (Brouwer et al., 2011). Na Alemanha 21% de crianças com 6 e 7 anos e 48% com 8 e 9 anos acedem à web excecionalmente (Medienpädagogischer Forschungsverbund Südwest 2012, p.33). No que concerne a Portugal, não foram encontrados dados relativos a crianças de 3 a 5 anos de idade, mas sim de crianças mais velhas, no estudo de Mascheroni & Cuman (2014), mencionando que 72% de crianças entre os 9 e os 16 anos acedem à web na escola e 67% acede em casa; 65% das crianças tem um computador portátil pessoal, sendo que 52% acede à web "todos os dias ou quase todos os dias" (Simões et al., 2014, p.7). Perante estas percentagens constata-se que as crianças estão expostas à web desde pequenas e cada vez passam mais tempo online do que os seus pais e irmãos mais velhos.
Justifica-se, portanto, a pertinência deste estudo, tendo em conta a faixa etária dos 3 aos 5 anos de idade.
Referindo-nos ao acesso à web, nomeadamente à utilização das redes sociais, as crianças utilizam-nas para, entre outras atividades, comunicar com os seus colegas e familiares online. Embora não tenham sido encontrados estudos relativamente à utilização de redes sociais por crianças até de 3 a 5 anos de idade, existem já alguns dados que compreendem crianças de idades aproximadas, nomeadamente a partir dos 6 anos. A AVG (2010), no seu relatório "Digital Diaries" refere que uma em cada oito crianças, com idades entre os 6 e os 9 anos, utiliza o Facebook (não significando que tenham um perfil pessoal), sendo que nos Estados Unidos esse número aumenta para 16%. Aliás, 10% de crianças do Reino Unido, 11% espanholas, 6% alemães, 22% italianas e 15% de crianças francesas, com idades entre os 6 e os 9 anos, utilizam o Facebook (AVG, 2010). É esperado que estas percentagens, relativas à utilização de crianças pequenas de redes sociais, cresçam nos próximos anos (Medienpädagogischer Forschungsverbund Südwest, 2012).
É importante que os adultos assumam a responsabilidade de ensinar, alertar, supervisionar, mediar e proteger as crianças dos perigos associados à utilização da web. No estudo de Nikken & Janz (2011), pais de 792 crianças holandesas com idades entre 2 e 12 anos de idade relataram ter estado ativamente envolvidos na orientação uso da web pelos seus filhos, prestando mais atenção às crianças mais jovens nesta faixa etária.
No estudo Eu Kids Online (Livingstone et al., 2011), onde participaram crianças de 9-16 anos de idade de vários países europeus, constatou-se que a maioria dos pais fala com os seus filhos sobre o que eles fazem online (70%), sendo este o modo mais popular de mediação relativamente à utilização da web pelas crianças. O segundo método de mediação mais popular é estar perto das crianças durante a sua utilização da web (58%) (idem, 2011). Verifica-se, portanto, o papel importante que os pais poderão ter na utilização de meios digitais e web, pelas crianças.
Embora estes estudos tenham sido realizados com crianças a partir dos 9 anos de idade, os resultados poderão ser indicadores no que diz respeito ao estudo que pretendemos desenvolver.
Para além dos pais, Vinter e Siibak, num estudo realizado na Estónia, constataram que os irmãos têm também um papel relevante na mediação, pois "os pais delegavam o seu papel de mediadores para os irmãos mais velhos ou impunham restrições" (2012, p.78). As entrevistas em grupo com crianças com idade entre 5-7 anos e os pais revelaram que era menos provável os pais fazerem uma mediação ativa do que as crianças mais velhas, contando apenas com os irmãos mais velhos para mediar no seu lugar. Este estudo de 2012 destaca o papel que alguns irmãos mais velhos têm a orientar, supervisionar e influenciar as escolhas das crianças pequenas quando utilizam a web. Ter um irmão mais velho torna mais provável que crianças muito pequenas comecem a aceder à web numa idade ainda mais jovem (Teuwen et al., 2012; Brouwer et al., 2011; Stevens, Satwicz & McCarthy, 2008).

3. Problema e objetivos
Através dos estudos apresentados verifica-se uma tendência emergente de crianças entre 3 e 5 anos de idade utilizarem, cada vez mais, dispositivos com ligação à web, o que poderá resultar num aumento de crianças pequenas a aceder à web e também um aumento no que se refere à exposição a riscos associados a essa utilização. Enfatiza-se a necessidade de educar pais e crianças relativamente à utilização da web, fazendo com que estes a utilizem de uma maneira segura.
Assim, consideramos relevante conhecer as atividades que crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos, realizam nos dispositivos com acesso à web, e quem os acompanha na utilização. Não está ainda confirmado que crianças com menos de 9 anos consigam utilizar a web de uma maneira segura e benéfica, especialmente quando se trata da utilização de sites para jovens e adultos (Facebook, Youtube, etc.), sendo as crianças com menos de 5 anos de idade consideradas as mais vulneráveis quando se trata de situações potencialmente prejudiciais na web (Holloway et al., 2013). A educação para a utilização segura da web para crianças pequenas deve ser desenvolvida e promovida, reconhecendo os benefícios para as crianças de usar dispositivos com ligação à web, apoiando a literacia digital, a identificação de conteúdos apropriados à idade de modo a melhorar as atividades online. É importante que os adultos assumam a responsabilidade de ensinar, alertar, supervisionar, mediar e proteger as crianças dos perigos associados à utilização da web. Por isso, julgamos relevante aprofundar questões sobre os conhecimentos de utilização segura da web pelos pais, verificar qual o seu papel na mediação de utilização de meios digitais e web pelos seus filhos, e como os influenciam nas atividades dos dispositivos, nomeadamente no que concerne às redes sociais.
Para além da importância do papel dos pais, os irmãos mais velhos poderão influenciar a utilização de meios digitais por crianças pequenas e acesso à web. Os irmãos mais velhos acompanham os seus irmãos mais pequenos na utilização destes dispositivos, sendo que estudos mencionam que os pais, algumas vezes, transmitem o papel de mediador para o irmão mais velho. Por isso, é importante não descurar o papel que os irmãos mais velhos poderão ter no que concerne à utilização de meios digitais e web pelos seus irmãos mais novos, sendo pertinente conhecer se estes medeiam a utilização destes dispositivos e utilização da web dos seus irmãos, e qual a sua influência na utilização destes dispositivos pelos irmãos mais novos.
Este estudo tem como objetivos (i) conhecer as atividades que crianças dos 3 aos 6 anos de idade realizam nos meios digitais com acesso à web; (ii) pretendemos também verificar qual o papel dos seus irmãos mais velhos relativamente à sua influência nestas utilizações, nomeadamente no que concerne às redes sociais, e que mediação fazem aos seus irmãos mais novos; (iii) por fim, é nosso intuito conhecer a opinião dos seus pais sobre a utilização de meios digitais com acesso à web pelos seus filhos, quais os seus conhecimentos sobre a utilização segura dos dispositivos, que mediação fazem aos filhos mais novos nesta utilização, e como os influenciam nas atividades nos dispositivos, nomeadamente no que concerne às redes sociais.

4. Metodologia e técnicas de recolha de dados
Será utilizada uma investigação de abordagem qualitativa, considerando esta ser a abordagem mais adequada, pois pretendemos descrever e desenvolver uma compreensão sobre uma situação em particular (Burns, 2000; Creswell, 1998; Glesne, 1999; Goodwin & Goodwin, 1996). Como investigadores pretendemos ir para o "terreno" pesquisar "o que as pessoas estão a fazer e a pensar" sobre o assunto a que nos propomos investigar (Strauss & Corbin, 1996, p.11).
Pretendemos utilizar a metodologia grounded theory, pois consideramos adequada ao estudo a que nos propomos, nomeadamente gerar quadros teóricos que emergem da recolha de dados (Glaser & Strauss, 1967; Strauss & Corbin, 1996). Esta metodologia procura perceber as experiências das pessoas de um modo detalhado e rigoroso, de maneira a obter um profundo conhecimento do fenómeno em estudo (Ryan & Bernard, 2000). É esperado que os investigadores que utilizem esta metodologia não façam suposições onde a mesma poderia ou deveria levar (Charmaz, 2004; Glaser, 1992; Strauss, 1987; Strauss & Corbin, 1993), baseando-se apenas nos dados recolhidos para a criação de teoria substantiva (Ramos, 2005).
Um dos principais princípios da grounded theory é obter uma amostra de diferentes grupos de modo a maximizar semelhanças e diferenças na informação (Creswell, 1998, p. 14). Por isso, será nosso intuito entrevistar pais, crianças e os seus irmãos mais velhos, de modo a poder fazer um cruzamento das suas respostas, ou seja, uma triangulação de dados e, se possível, desenvolver teoria substantiva baseando-nos nos dados recolhidos.
Como técnicas de recolha de dados, iremos entrevistar crianças de 3 a 6 anos de idade e os seus irmãos mais velhos. Paralelamente serão distribuídos questionários aos seus pais e após a sua recolha irão realizar-se focus groups com estes.
Para as entrevistas a crianças, pretendemos basear-nos nos questionários utilizados no projeto EU Kids Online (LSE Media and Communication, 2010), pois os objetivos deste estudo são semelhantes ao nosso, tendo igualmente como participantes crianças e pais. Visto não ter sido encontrado nenhum estudo com objetivos semelhantes aos nossos, onde tivessem sido entrevistados irmãos de crianças até 6 anos de idade, construiremos um guião de entrevista, tendo em vista os objetivos do estudo.
Por fim, iremos distribuir um questionário aos pais igualmente adaptado do projeto EU Kids Online (Idem). Posteriormente realizaremos focus group com o intuito de gerar discussão entre os pais no que concerne à utilização dos meios digitais pelos seus filhos, de um modo geral, e que mediação é feita às crianças.

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